Duas da manhã. Me ligou por um motivo peculiar: viu algo dele ou sobre ele na internet, Orkut, talvez Twitter e surtou. Precisava de alguém pra conversar. “Eu não sou boa pra ele?” me perguntava. O ponto não era ser boa ou não, mas ela repetia isso com a voz embargada, segurando o choro. Choro bobo, vocês sabem, pois esse não é um motivo para lágrimas. E ela era boa. Essa pergunta soava mais boba do que o choro. Por que sofremos com isso? Por que nos importamos? Disse algumas palavras agradáveis, de como ela era bonita, inteligente e ele era um tosco. “Ele não é o amor da minha vida” ela disse “Então pára de chorar, mané” eu retruquei.
Por que mesmos nos importamos?